segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Unidade Espiritual do Mundo!


"Mais vale viver em um sonho que honra a humanidade a contemporizar com uma realidade sufocante que nos envergonhamos de testemunhar...".

"Conservemos a convicção inquebrantável de que nosso mundo passará de catástrofe em catástrofe enquanto se negar a admitir a ideia de uma unidade espiritual".

"Não são as línguas, as montanhas e os mares que separam as pessoas, mas seus preconceitos e sua desconfiança”.

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Acima, trechos extraídos da palestra "A Unidade Espiritual do Mundo", proferida por Stefan Zweig (1881-1942), em 1936, no Rio de Janeiro, e em 1940, em Buenos Aires. O tema permanece atual e oportuno, já que a História, como sabemos todos, teima em se repetir quando a negligenciamos.
Nascido na Áustria, o escritor, dramaturgo e poeta judeu Stefan Zweig era um intelectual de profunda formação humanista. Um homem do seu tempo e de todos os tempos.
Trata-se, aqui, de um singelo e despretensioso libelo contra a estupidez nacionalista que continua proliferando num mundo cada vez mais dominado por movimentos xenófobos, intolerância, negacionismo e desprezo pela vida humana. Um mundo que ainda acredita em muros separando povos e culturas. Um mundo que insiste em repetir os erros do passado que levaram gerações inteiras à ruína e à desesperança. Desesperança essa que vitimou o próprio escritor.
Desiludido com o avanço da intolerância e do totalitarismo num mundo em guerra, e saudoso de sua querida e distante Europa, Zweig, refugiado no Brasil, suicidou-se em Petrópolis, junto com a esposa, em fevereiro de 1942.
Seu legado, porém, não está nesse gesto trágico, mas sim em sua obra de inegável inspiração humanista. O texto é uma síntese do pensamento de um homem certamente muito à frente de seu tempo, um tempo de ignorância e trevas, um tempo que, por isso mesmo, não pode voltar!



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