quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Nada permaneceu como antes!

Livro maravilhoso...dá vontade de voltar no tempo para testemunhar tudo isso, ainda que fosse como um mero e curioso "fantasma".
Manifestações fervilhavam em cidades de vários países. A Europa e o mundo mudavam para sempre...
E já li que Heidelberg, minha cidade por adoção,  foi palco de profundas e ruidosas manifestações sobre a dinâmica do movimento no Grão-Ducado de Baden, hoje integrante do Estado alemão.
Em fevereiro de 1848, em meio à agitação nas ruas, um estudante de Direito escrevia:

- Tive que sair para o frio do inverno e caminhar e caminhar até me cansar, só para acalmar meu sangue e desacelerar as batidas de meu coração, que estava num estado de inquietação e desconcertante e sem precedentes e parecia prestes a abrir um buraco no meu peito.



O melhor jornal do Brasil!

Esse livro conta a história completa do JB desde sua fundação, em 1891.
Mais do que a família, os amigos, a escola e a própria universidade, foi a leitura diária do JB na juventude que me formou como homem e como cidadão.
Tinha tanto orgulho disso que, ainda estudante de Jornalismo, eu exibia em minha estante uma placa com o nome do jornal: JORNAL DO BRASIL!
O JB parou de circular em 2010 e as minhas ideias, emprestadas de suas gloriosas páginas, parecem também já ultrapassadas.
Vida que segue!



Crônicas de um Rio perdido no tempo!



720 páginas de histórias deliciosas sobre o Rio oitocentista, escritas por um dos maiores cronistas da cidade.
O livro, que comprei na Biblioteca Nacional, oferece um amplo painel social e representativo das ideias e dos costumes de uma cidade orgulhosa de seu papel, então, como capital imperial.
Um livro precioso que quase perdi antes mesmo de levar pra casa.
Na livraria, depois de conferir e já decidido a comprar, deixei o volume onde estava e segui olhando outras prateleiras. Quando voltei pra pegar, menos de 2 minutos depois, já não estava lá. Ao avistar um rapaz recolhendo alguns livros da estante, perguntei pelo livro que eu havia visto instantes atrás. Ele disse que alguns títulos estavam sendo separados para doação para bibliotecas públicas. Disse a ele que havia um livro ali que eu desejava muito levar e perguntei se ainda podia "resgatá-lo". Um tanto contrariado, e depois de procurar bastante, o rapaz encontrou o livro no fundo de uma das caixas e me entregou. Aliviado, agradeci, mas por pouco não saio dali frustrado por "perder" um livro raro depois de tê-lo nas mãos.